Estilo.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Preço de imóveis no País deve dobrar em 5 anos, diz Sotheby's.

Os preços médios dos imóveis devem dobrar em cinco anos no Brasil, segundo expectativa do presidente da corretora de luxo Sotheby's no Brasil, Fábio Rossi. De acordo com ele, houve uma demanda reprimida nos últimos 20 anos por falta de estabilidade e crédito, e agora o setor não consegue produzir o número suficiente de moradias. "No ano passado, São Paulo teve 38 mil unidades novas. É quase o mesmo número visto em 1970", afirma.

"Pessoas com mais renda querem comprar mais metros quadrados. Mas não há produção destes metros quadrados, por isso a valorização. Os preços têm espaço para dobrar em cinco anos", disse. Para ele, em São Paulo seriam necessárias de 60 mil a 70 mil novas unidades a cada ano para dar conta da demanda. Além do crescimento da renda, os incentivos do governo, como o programa Minha Casa Minha Vida, fomentam a busca pela casa própria.

"A aquisição da casa própria gera um sentimento maior de responsabilidade. Quanto maior o número de propriedades, mais estável é a economia. Mais investimentos geram empregos, que possibilitam a compra da casa, que gera maior estabilidade. É um ciclo. Uma pessoa só assume este compromisso quando acredita que vai ter condições de pagar", apontou Peter Turtzo, vice-presidente da Sotheby's International Realty.

De acordo com Rossi, os investimentos em imóveis no Brasil representam apenas 4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a média no mundo é de 35% e na América Latina de 25%. "Temos uma valorização muito rápida no Brasil, mas não é uma bolha. Ficamos 20 anos sem financiamento imobiliário. Não temos um 'boom', mas uma retomada", afirma.

De olho nesse mercado, a Sotheby's pretende inaugurar mais nove escritórios no Brasil e quase triplicar o volume de vendas, de R$ 300 milhões no ano passado para R$ 1 bilhão em 2011. Atualmente a empresa tem filiais em São Paulo, Natal, Campo Grande e Florianópolis.

Estrangeiros
Segundo estatísticas do site da Sotheby's, a maioria dos acessos são de brasileiros em busca de imóveis de luxo no Brasil, no entanto, há uma porcentagem de europeus, americanos e latinos. As cidades mais buscadas pelos estrangeiros são Riode Janeiro em primeiro, seguida por São Paulo, cidades do nordeste (as preferidas dos europeus) e Florianópolis (a mais requisitada pelos latinos).

Fonte: Correio do Estado.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Investidor aposta na revenda de apartamentos novos.

Investir no setor imobiliário sempre foi uma tática atraente para quem opta por capitalizar dinheiro com segurança e liquidez. Diferentemente do que acontece com veículos, por exemplo, um imóvel raramente perde valor depois da aquisição.

Em um aquecido cenário de lançamentos, comprar uma unidade na planta para revender após a entrega das chaves é um negócio que tem atraído investidores.

Isso porque um imóvel na planta se valoriza até 30% após a entrega das chaves, afirma Ricardo Pinto de Almeida, sócio-diretor da Consult Imóveis, que oferece serviços de planejamento e treinamento para imobiliárias.

"É nele que os investidores ganham dinheiro, porque encontram um mercado consumidor bastante promissor", comenta.

Além de esse tipo de aquisição custar aproximadamente 20% menos do que a de um imóvel pronto, o investidor paga prestações livres de juros enquanto a construção não é finalizada, até a entrega das chaves.

De olho nessa tendência, a executiva M. A. (que pediu para não ser identificada) compra um lançamento a cada três anos para revender e capitalizar o dinheiro.

"Já vendi um, aluguei dois e estou aguardando três ficarem prontos para passar para frente. É um investimento mais seguro do que na Bolsa de Valores", contabiliza.

Para evitar surpresas, a executiva afirma que, para investir, não basta conhecer as regiões mais promissoras -é preciso checar a credibilidade da construtora.

"Já comprei um apartamento de uma que faliu. Perdi o dinheiro", relembra.

Para Ricardo Carazzai, diretor da imobiliária Fernandez Mera, a falta de terrenos disponíveis para novas construções também favorece a venda de imóveis lançados há até sete anos.

"Há clientes que os procuram por causa da modernização da planta e da conservação do espaço", comenta.

Os bairros que mais concentram seminovos são Campo Belo (zona sul), Brooklin, Perdizes, Vila Romana e Morumbi (todos na zona oeste), afirma Almeida. "O centro é uma exceção porque é cercado por imóveis antigos."

EXPECTATIVAS

Segundo Fernando Site, gerente-geral de vendas da imobiliária Coelho da Fonseca, os seminovos representam 30% de todos os imóveis usados comercializados pela empresa no ano passado.

A expectativa é que as vendas desse segmento de usados cresçam ainda mais nos próximos anos, mesmo com a alta da taxa de juros e a da inflação, afirma Lucas Penteado, diretor da Pronto!, imobiliária do grupo Lopes.

"Estamos vivenciando apenas o começo dessa tendência, uma vez que os seminovos vendidos hoje são os lançamentos de três anos atrás, quando o setor imobiliário começou a se tornar aquecido", destaca.

O engenheiro Rafael Santos Silva, 27, comprou um seminovo de dois quartos em Osasco por R$ 150 mil.

Otimista com a rentabilidade do investimento, ele espera revender o imóvel no ano que vem por R$ 30 mil a mais. "Com a diferença, espero poder comprar um apartamento do mesmo nível na capital paulista, onde os preços chegam a dobrar", diz.

"Estamos longe de qualquer possibilidade de bolha imobiliária"

A valorização de imóveis no Brasil, faz muitos especialistas e profissionais do setor atentarem para o risco de uma bolha no setor imobiliário.

O tema foi debatido durante a Adit Invest, que ocorreu dos dias 10 a 12 de maio, em Fortaleza, Ceará. O economista-chefe do Secovi-SP e um dos painelistas do evento, Celso Petrucci , acredita que estamos longe de tal possibilidade. “O mercado imobiliário vem crescendo em níveis muitos saudáveis nos últimos anos. Pontualmente, notamos algumas elevações de preço acima do normal, mas isso ocorre em empreendimentos pontuais,” explica o economista.

Lei da oferta e procura

Não existe nenhum tipo de medida que possa conter o crescimento do preço dos imóveis. “Isso sempre vai depender da oferta de produtos e da vontade do consumidor em adquiri-los. Não é uma questão que pode ser regulada por meio de lei. O que temos percebido no mercado da cidade de São Paulo, onde analisamos os lançamentos e as vendas, é que determinados tipos de mercadoria, principalmente voltada para a classe média alta e classe alta, já atingiram um preço em que a velocidade de vendas está mais reduzida”, explica.

Petrucci também comenta que até 2014 a previsão é que o crescimento do mercado imobiliário não seja tão grande quando houve em 2010. “No ano de 2010, tivemos um crescimento forte, porque a base de 2009 ainda estava contaminada pela crise americana e no mundo todo, até pelas bolhas imobiliárias americana e espanhola”, ressalta.

Em virtude disso, o crescimento do mercado imobiliário pode ocorrer em números parecidos com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que variam de 3,5% a 5%. “Não se trata de uma desaceleração, e sim uma mudança na curva de crescimento, ou seja, o mercado vai crescer menos que cresceu de 2010 para 2008,” conclui.

Fonte: Redimob.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Agência de classificação de risco eleva nota do Brasil e vira o "queridinho" dos investidores.

A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota do Brasil em um nível, de Baa3 para Baa2, mantendo a perspectiva positiva.

Isso significa que o Brasil seria mais recomendável para investidores. Em nota, a Moody's afirma que a vontade, por parte do governo brasileiro, de reverter as políticas expansionistas e adotar uma posição mais conservadora parece ser “mais consistente com um caminho de crescimento sustentável".

A nota afirma ainda que os esforços adotados para lidar com as pressões inflacionárias, expansão rápida do crédito e sinais de superaquecimento foram, até o momento, efetivos em reduzir potenciais riscos de crédito.

"A resistência da economia a choques adversos continua sendo apoiada por um alto nível de reservas internacionais, robusta relação de capital dos bancos e uma estrutura da dívida do governo com exposição limitada a moeda estrangeira e participação reduzida por não residentes", diz o comunicado.

Outra agência também elevou a nota
Em abril, a agência de classificação de risco Fitch Ratings também elevou a nota do Brasil em um nível, de BBB-, primeiro nível de grau de investimento, para BBB.

Em maio, foi a vez da Standard & Poor's revisar de "estável" para "positiva" a perspectiva para a nota de crédito de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil.

A última modificação da Moody's na nota do Brasil ocorreu em 22 de setembro de 2009, quando o rating saiu de "Ba1" para "Baa3".diz.