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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O QUE É INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO?

Quando uma pessoa, uma empresa ou grupo de pessoas, planejam fazer um investimento, seja qual for o tipo de investimento, seguem os 3 principais fundamentos do mercado:

RENTABILIDADE / SEGURANÇA / LIQUIDEZ

A modalidade chamada INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO satisfaz plenamente TODOS os 3 fundamentos citados, sendo que a SEGURANÇA, é o pilar mais forte desta regra básica. Trata-se de um investimento sólido em um bem de raiz, em outras palavras, um ativo real. Desde que o mundo é mundo, a riqueza de uma pessoa é medida, não pelo seu saldo bancário ou saldo de aplicação financeira, mas sim pelo seu PATRIMÔNIO ou seja, seus bens do Ativo Real. Investir em imóveis é o MENOR RISCO das modalidades de aplicações pois não corre riscos de eventuais medidas provisórias de governo, tipo congelamento de poupança e riscos de oscilações brutas do mercado de ações, moedas estrangeiras e taxas.

Um imóvel SEMPRE valoriza com o passar do tempo e a sua RENTABILIDADE está na constância. Em épocas de maior procura e demanda a rentabilidade aumenta. Historicamente, a valorização de um imóvel nunca foi inferior a 12% a a. O ano passado (2010) vivemos uma euforia no mercado imobiliário. Centenas de novos empreendimentos imobiliários foram vendidos em todo o País. Agora em 2011, este ritmo continua acelerado e os Incorporadores/Construtores investem cada vez mais na compra de terrenos em cidades com grande potencial de crescimento e desenvolvimento, para ali levantarem seus próximos empreendimentos. A velocidade de venda de um lançamento imobiliário está ficando cada vez mais alta, pois os compradores perceberam uma grande possibilidade de aumentar seus patrimônios e/ou melhorar a qualidade de vida. Uma matéria feita pela Revista Exame (Edição 992 - foto acima) fala exatamente sobre o "Boom Imobiliário" e a valorização que, em 12 meses, foi de 25%. NENHUMA aplicação financeira chegou na metade deste índice. Tem muita gente GANHANDO dinheiro com a especulação imobiliária - É FATO.

O ponto atacado pelos NÃO SIMPATIZANTES do investimento imobiliário é a LIQUIDEZ. Eles alegam que se precisar do dinheiro demora para vender um imóvel. Não podemos discordar totalmente desta afirmação, porém é relativo, pois caso o investidor necessite de recursos disponíveis, apenas terá de abrir mão de um ganho real e, com um pequeno deságio, encontrará com facilidade pessoas interessadas em adquirir seu imóvel. Traduzindo uma pessoa compra uma propriedade por R$ 100mil e após um tempo, pela valorização natural ela custará R$ 125mil. Caso o investidor necessite de recursos urgentes, poderá abrir mão de parte do lucro de R$ 25mil e vender, em outras palavras "fazer dinheiro" rapidamente.

O nome INVESTIDOR IMOBILIÁRIO é literalmente o que o nome diz - uma pessoa, empresa ou grupo de pessoas, que compram um ou mais imóveis, sejam residenciais ou comerciais, na "planta" ( a serem construídos - lançamentos imobiliários) ou prontos (usados e semi-novos), e os revendem após um período de tempo por um valor superior ao que pagaram, ou os locam para ter uma renda mensal.

Parece muito simples, não é ? Basicamente é isto mesmo, porém tem uma complexidade maior que veremos a seguir. Muitos fatores influenciam nestas transações, até no objetivo de quem está investindo (veja o Capítulo 2 - Quais os tipos de Investidores). O mais importante de tudo é que um INVESTIDOR TEM QUE PENSAR E AGIR COMO INVESTIDOR e encarar o imóvel pretendido como um NEGÓCIO que lhe dará lucros, analisando apenas o RETORNO DO INVESTIMENTO. Um imóvel comprado para investimento NÃO PODE ser visto da mesma forma que um imóvel que se compra para morar ou para usar (no caso de salas comerciais). Ele tem que ser visto APENAS como um bem que irá valorizar, não importando detalhes tais como um bairro que você ou sua esposa não gostam; uma vista (no caso de apartamentos) que não dá para o mar ou ainda um andar alto porque você tem vertigem e outros motivos pessoais. Um imóvel para INVESTIMENTO não necessita ser "bonitinho", tem apenas que gerar LUCRO. Outro fator que deve ser analisado é a localização deste imóvel. Um imóvel para investimento NÃO necessita estar na cidade em que você reside. Existem investidores no Nordeste que investem em cidades da região Sul do País. Investidores do interior do Estado de SP que investem na capital, ou em Santos/SP, ou no Rio de Janeiro, enfim, em cidades com visível crescimento. O que tem que ser analisado é o potencial da localização deste imóvel e o futuro desta cidade. Isto sim influirá na valorização do seu investimento. O Investidor Imobiliário tem apenas que seguir a fórmula do sucesso: COMPRAR BEM e VENDER MELHOR AINDA. O importante é se preocupar apenas com 3 fatores: EMPREENDIMENTO / VALORIZAÇÃO / LUCRO (ou RENDA).

Veja abaixo tambem, COMO SE TORNAR UM INVESTIDOR.

Fonte: iimob.net

Até quando será interessante investir neste mercado?

Em matéria recentemente publicada na Revista Época, foi feito um estudo, encomendado pela ABECIP entidade que reúne os bancos que atuam no crédito imobiliário, chegou-se a conclusão que a valorização dos imóveis é resultado de uma série de fatores.

Primeiro a estabilidade econômica no Brasil, o que facilita um planejamento de longo prazo. Outro fator foi o aumento do emprego e da renda dos brasileiros. A Classe Média tem aproximadamente 95 milhões de pessoas e é hoje a classe mais predominante. A renda do brasileiro, segundo o estudo, vem subindo na ordem de 6% aa sobre a inflação, tendência que deverá ser mantida até 2014, e ainda segundo o estudo, mesmo que os preços subam 11% aa, o crescimento da renda poderá suportar este aumento.

Outro fator muito importante foi a facilidade do Crédito Imobiliário, que aumentou 13vezes no período de 2005 e 2010. Dentro deste fator foi a elasticidade do prazo, que anteriormente era de apenas 5 a 15 anos e hoje chega até 30 anos de prazo, exigindo assim uma menor comprovação de renda para ter acesso a esta modalidade de financiamento. Outro fator foram os juros que caíram bastante nos últimos anos, inclusive pela diminuição do risco analisado pelas empresas de crédito imobiliário ao conceder um financiamento. Hoje uma taxa para um financiamento bancário é diferente entre os bancos, por uma questão de concorrência de mercado, e diferente no mesmo banco para determinados clientes. A taxa para financiamento imobiliário segue o mesmo princípio dos seguros de automóveis, ou seja, ela varia de acordo com o perfil de cada tomador. Muitos critérios são analisados, tais como idade, região, reciprocidade, renda, etc..., para se compor uma taxa de financiamento imobiliário.

Segundo um grande executivo de uma das maiores construtoras do país, hoje qualquer pessoa pode comprar um apartamento. Ele inclusive faz um parâmetro, “com R$ 100,00 por mês compro um celular de R$ 1.000,00. Com R$ 500,00 compro um apartamento de R$ 100.000,00”.

O setor imobiliário também deverá ser beneficiado pela demografia. De acordo com pesquisa feita pela Ernest Young e FGV Projetos, a população, hoje na faixa de 190 milhões de brasileiros, deverá chegar a 234 milhões em 2030. O número de famílias deverá passar de 60 milhões para 95,5 milhões – 1,8milhão a mais por ano. E a idade média da população, hoje de 29 anos, vai subir para 36 anos. Sendo assim, a faixa de 25 anos ou mais, onde se concentram os compradores de imóveis, aumentará de 36% para 42% do total.

Considerando a carência imobiliária no país, que hoje gira em torno de 6 milhões de moradias e todos os outros “ventos favoráveis” acima citados, podemos acreditar que este mercado ainda será a “bola da vez” por muitos e muitos anos.

Fonte: IIMOB.NET

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Investidores miram 'ativo real' com repique da crise

Esta semana, pós-rebaixamento da nota de crédito dos EUA, vai ser crucial para indicar se os chamados "ativos reais", como imóveis, terras agrícolas e barras de ouro, vão roubar a preferência dos investidores em detrimento do mercado financeiro, informa Carolina Matos em reportagem na Folha deste domingo.

Em momentos de ruptura, os bens palpáveis voltam a ser atrativos, como forma de proteção dos recursos. São aplicações que, se por um lado, não oferecem a possibilidade de ganhos tão rápidos e tão altos como a Bolsa, por outro, correm bem menos risco de "derreter" em valor do dia para a noite.

Foi nessa velocidade que, na sexta-feira passada, a dívida soberana dos EUA perdeu a nota AAA (a melhor da escala), que mantinha havia 70 anos na avaliação da agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's).

Os próximos dias vão revelar se a mudança será considerada, nos mercados, uma ruptura da relevância da quebra do Lehman Brothers, então um dos principais bancos de investimento norte-americanos, em setembro de 2008. Ou se será vista como coroação de um processo iniciado com as discussões sobre o limite de endividamento dos EUA que levou os investidores a se dar conta de que a economia norte-americana não vai ter força para se expandir nem em ritmo lento.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Brasil sobe para 5º em ranking de investimentos estrangeiros.

O Brasil pulou do 15° lugar, em 2009, para 5° no ranking dos países que mais receberam investimentos estrangeiros diretos (IED) em 2010, afirma um relatório da Unctad (agência da ONU para o comércio e o desenvolvimento) divulgado nesta terça-feira.

Os IED no Brasil aumentaram 84,6% em 2010 na comparação com o ano anterior, totalizando US$ 48,4 bilhões, de acordo com o estudo Investimento no Mundo 2011 da Unctad.

Em 2009, em razão da crise econômica internacional, o Brasil havia sofrido uma diminuição de 42% no volume de IED, uma queda acima da média mundial naquele ano.

Em 2010, os Estados Unidos lideram novamente o ranking do estudo da Unctad, com ingresso de US$ 228 bilhões em investimentos diretos estrangeiros, o que representou um aumento de 49%.

A China e Hong Kong são classificados de maneira distinta e ocupam, respectivamente, o segundo e o terceiro lugares, com IED de US$ 106 bilhões e US$ 69 bilhões. Em quarto, ficou a Bélgica, com US$ 62 bilhões em investimentos.

O salto do IED no Brasil em 2010 foi impulsionado pela entrada de mais de US$ 15 bilhões em dezembro, dos quais US$ 7,1 bilhões se referem à venda de 40% da unidade brasileira da companhia espanhola Repsol ao grupo petrolífero chinês Sinopec.

O IED representa investimentos voltados para a produção, como a criação de fábricas e diversas operações empresariais internacionais, como fusões e aquisições, compra de participações acionárias, empréstimos para filiais e reinvestimento dos lucros.

De acordo com o relatório, os investimentos estrangeiros diretos na América Latina e no Caribe em 2010 se concentraram em operações realizadas por multinacionais asiáticas dos setores de petróleo e gás, principalmente chinesas e indianas.

O estudo da Unctad foi divulgado em um momento de valorização do real em relação ao dólar, situação favorecida pela entrada de recursos estrangeiros. Nessa segunda-feira, o dólar comercial caiu para R$ 1,543, menor valor desde janeiro de 1999.

AMÉRICA DO SUL

A América do Sul foi a região do mundo que registrou a maior alta do IED em 2010. O aumento do ingresso de investimentos foi de 56%, totalizando recursos de US$ 86 bilhões. O Brasil representou sozinho 56% desse volume, afirma a Unctad.

No total, o IED para América Latina e Caribe foi de US$ 159 bilhões em 2010, aumento de 13% em relação ao ano anterior.

"A América Latina e o Caribe registraram uma repentina aceleração das fusões-aquisições internacionais, que passaram de valores negativos, em razão dos desinvestimentos, em 2009, para US$ 29 bilhões em 2010, um recorde na região desde 2000", diz o estudo.

"Essa evolução testemunha a retomada do interesse das companhias estrangeiras pela aquisição de empresas na América Latina após uma década de morosidade", afirma a Unctad.

As multinacionais da América Latina, estimuladas pelo forte crescimento econômico em seus países, também multiplicaram investimentos no exterior, sobretudo nos países desenvolvidos, diz o estudo.

"Os fluxos de capitais que saíram da América Latina e do Caribe aumentaram 67%, atingindo US$ 76 bilhões em 2010, a mais forte progressão regional no mundo", diz o relatório.

A alta significativa é devida ao aumento dos investimentos de multinacionais brasileiras e mexicanas, as principais investidoras da região.

No caso do Brasil, a saída dos recursos foi de US$ 12 bilhões no ano passado, em razão dos investimentos no exterior de empresas como Vale, Braskem, Petrobras, Camargo Correa, Votorantim e Gerdau.

Os dados preliminares de 2011 indicam que as entradas de IED na América Latina continuam aumentando, enquanto as saídas, ou seja, os investimentos realizados por empresas da região no exterior, estão diminuindo, diz o relatório.

EMERGENTES

O estudo da Unctad também revela que os países emergentes foram em 2010 os "novos pesos pesados" do IED mundial.

Os países em desenvolvimento e em transição absorveram pela primeira vez mais da metade dos fluxos mundiais de investimentos estrangeiros diretos (entradas de recursos), que totalizaram US$ 1,24 trilhão em 2010.

Esse montante cresceu 5% em 2010, mas ainda permanece 37% inferior ao recorde registrado em 2007, diz a Unctad.

A agência da ONU prevê novo crescimento do IED em 2011, que deverá atingir entre U$ 1,4 trilhão e US$ 1,6 trilhão neste ano.

A hora é agora, invista!

Fonte: BBC Brasil.